As operações militares da Rússia no território ucraniano estão chegando a sua etapa final após o Kremlin ter tomado a iniciativa de invadir Ucrânia para desestimular o presidente Zelensky de ingressar na OTAN, que é a Organização do Tratado do Atlântico Norte criada pelos Estados Unidos durante a Guerra Fria para defender Europa de um possível ataque soviético.  

Neste período de conflito cidades foram destruídas, vidas foram perdidas e populações foram obrigadas a abandonar suas residências e emigrar para países vizinhos inclusive para a Rússia, em busca de segurança, paz e tranquilidade, além de buscar abrigo para preservar suas próprias vidas. 

Para Moscou, este processo de invasão poderia ter sido evitado se o presidente Zelensky tivesse manifestado publicamente que manteria seu país neutro e aberto para a cooperação internacional e para o comércio mundial onde compraria de quem seja mais conveniente, o que seria necessário para elevar o bem-estar do povo da Ucrânia, bem como ofereceria para o mundo seus excelentes equipamentos militares como aviões e blindados que produzia.        

Após semanas de destruição sistemática de seu país, o presidente Zelensky declara agora de manterá Ucrânia neutro; uma decisão que poderia ter tomado semanas atrás atendendo uma petição do presidente Putin que desejava evitar e ainda deseja, que os Estados Unidos instalem bases militares junto a fronteira da Rússia e a poucos quilômetros de Moscou.   

Para a Casa Branca, esta invasão foi uma oportunidade única para tentar enfraquecer a Rússia como potência mundial, e tirar sua influência global para assim enfrentar com maior soltura a China, que do ponto de vista militar, está bem próxima de superar os Estados Unidos no domínio dos mares e dos céus do mundo.

Os chineses já possuem submarinos inimaginavelmente poderosos e capazes de destruir parte do planeta com um único ataque. Sua força aérea já é composta por aviões de quinta geração sendo que os de sexta geração já estão voando ainda sem serem comissionados para o serviço ativo.    

Sua força militar é composta por homens e mulheres extremamente disciplinados, rigorosamente treinados e decididos, sendo considerada como a mais eficiente e letal força militar do planeta.

Como a palavra do presidente da Ucrânia perdeu valor e credibilidade, o fim do conflito Rússia – Ucrânia passa necessariamente pelas mãos da Casa Branca a qual o presidente Zelensky se entregou em corpo e alma, em busca de beneplácitos que Washington sinalizou outorgar. 

Os ganhadores neste conflito

Rússia conseguiu o que desejava; que Ucrânia seja um país neutro desistindo de ingressar na OTAN,

Estados Unidos conseguiu acordar sua adormecida OTAN deixando-a em pé e atenta para atuar nos novos palcos de guerra.

Ucrânia ganhou uma total destruição de seu parque industrial; de suas cidades e de sua forma de vida, além de levar seus habitantes a emigrar no desespero de salvar suas vidas,

E assim se fecham as cortinas desta Opera Trágica para uma plateia global que se prepara para assistir e indiretamente participar, de um novo espetáculo cujo roteiro ainda está sendo escrito e desenvolvido pelos Estados Unidos, cujos títulos provavelmente serão: “O Mundo Contra China” e “O Mundo Contra Coreia do Norte”.

(imagem – R7)

Rodrigo Hernan Gonzalez Ruiz, Ph.D.

Doutor pela Universidade de São Paulo, USP.

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