Ainda no sétimo semestre de graduação em Direito iniciei minhas atividades no time de Procurement e, com uma visão limitada sobre tudo o que estava por vir, não conseguia compreender como o Direito poderia se conectar ao Procurement.

Agora, nas finalíssimas da graduação e assumindo a carteira de Gestão de Contratos, é perceptível o quanto essas duas áreas se complementam e formam um casamento perfeito!

Procurement, antes vista como uma área “colocadora de pedidos” e atuando como coadjuvante nos bastidores de uma companhia, passou a ser Front Office, agindo na linha de frente para garantia de um fluxo contínuo de suprimentos através de uma análise minuciosa de mercado para promoção de ganhos quantitativos e/ou qualitativos, seja para sua área cliente, seja para a corporação como um todo.

Jurídico, com uma atuação que respira Gestão de Risco e visando a segurança da corporação, vai muito além de apenas fornecer orientações legais, mas precisa integrar o negócio desde o início, antevendo riscos, ajustando atividades às disposições legais, contribuindo na tomada de decisão e influenciando em seu desempenho. Deixou de ser uma área solucionadora de conflitos para agir de forma preventiva e pacificadora.

E quando começa essa união? No princípio da negociação! Enquanto acordos comerciais ainda estão sendo firmados, compradores e advogados precisam estar em constante diálogo, discutindo possíveis riscos e alinhando cláusulas contratuais. Só assim será possível garantir a celeridade e a desburocratização do processo, resultando em um instrumento contratual completo, eficaz e sem lacunas.

E quando termina esta união? Nunca! O gerenciamento do fornecedor após a assinatura do contrato deve ser permanente, ou seja, verificar se as obrigações estabelecidas contratualmente estão sendo cumpridas é assegurar a qualidade (“SLA”) da prestação de serviço e evitar prejuízos.

Assim, vivenciando experiências em áreas tão distintas e ao mesmo tempo tão complementares, é notória a importância e relevância das atividades que ambas desempenham entre si e para a corporação em geral, a fim de atingir seu propósito final: a geração de resultados e a segurança para o “ecossistema dos negócios”.

Por: Carolina Gomes

Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *