Moneyball é a saga em busca do segredo do sucesso do Oakland Athletics sob seu comando.

Numa narrativa repleta de personagens fascinantes e questionamentos inteligentes, Michael Lewis mostra a luta de um administrador para levar seu empreendimento à máxima performance pelo menor custo e impor racionalidade num universo dominado por favorecimentos, desperdício e vícios.

Brad Pitt faz o papel do técnico Billy Beane, que provoca a entrega verdadeira em campo de cada um de seus atletas e consegue resultados surpreendentes contra adversários muito mais estruturados.

No início do filme, Billy Beane se vê em uma situação bem complicada: desejando o campeonato, mas com um orçamento muito inferior ao das outras equipes.

Sem dinheiro, ele enxerga como única saída reinventar o modo como conduzia as negociações na compra e troca de jogadores até então.

Quem nunca ouviu no setor de Compras “sempre compramos deste fornecedor”

“As compras sempre foram assim”.

No filme, Billy Beane em momentos de Comprador procura mudar esses paradigmas. Realizar a gestão de outra forma, comprar diferente, buscar novos “fornecedores”.

Um dos pilares de Billy Beane é possuir uma estratégia, planejar e ser rigoroso em sua execução, bases para os resultados.

Para isso ele aposta em Peter Brand interpretado pelo competente ator Jonah Hill.

Peter é formado em economia em Yale e aposta em um método de utilização da análise de estatísticas para contratar jogadores.

Peter pegou seu ERP e fez uma análise de suas compras passadas, seus resultados e avaliou as opções do mercado.

Um comprador precisa de uma base de dados para negociar, ter um histórico para buscar novos fornecedores ou realizar uma avaliação mais profunda dos fornecedores atuais.

Tudo começando com dados.

Muitas vezes acreditamos que estamos indo bem e estamos no caminho certo, mas deixamos de analisar as informações por completo e, às vezes, estamos afundando por causa dos custos e acreditamos que estamos voando por causa do faturamento, por isso a necessidade de analisar as informações por completo e não dados isolados.

Para que isso acontecesse, Billy como gestor deu um passo à frente e tomou uma decisão: Mudar.

Ouvir o(s) colaborador(es).

No mundo corporativo, muitos gestores não estão abertos a mudanças, ou a escutar outras pessoas, muitas vezes por medo de mudar, outras por arrogância. No filme podemos perceber o quanto foi benéfico ouvir um colaborador ou parceiro.

O filme tem diversos momentos em que o ganha-ganha é o foco da negociação.

Se não poderia competir com os demais na base do dinheiro, persuadir vendedores, Billy precisava de algum outro tipo de vantagem competitiva.

No caso, uma forma de conhecimento que nenhum outro time possuía.

Conhecer os demais fornecedores, ter a iniciativa de quebrar paradigmas, deixar de ser num tirador de pedido e se portar como um negociador.

Isso que fez o Homem que mudou o jogo.

O filme é baseado no livro Moneyball: The Art of Winning an Unfair Game de Michael Lewis, que por sua vez é baseado na história verdadeira de Billy Beane, gerente geral do time de basebol do Oakland Athletics.

No elenco, além de Brad Pitt, Jonah Hill conta com o já falecido Phillip Seymour Hoffman de Jogos Vorazes e claro de Chris Pratt o aclamado Peter Quill, o Senhor das Estrelas de Guardiões da Galáxia.

O filme está disponível na Netflix, foi indicado a seis categorias no Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator, uma boa pedida para os compradores.

Para mais conteudos como este acesse: https://www.papodecomprador.com.br/

Compartilhe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *